Mortágua e Pedro Silva: uma história que continua a ser escrita pela Tavfer‑Ovos Matinados‑Mortágua

April 30, 2026

Mortágua e o ciclismo andam de mão dada graças a um nome, Pedro Silva, o ciclista de Mortágua. A equipa Tavfer‑Ovos Matinados‑Mortágua é mais do que um coletivo que corre na estrada: é um projeto nascido em casa, inspirado pela paixão, pela memória e pela vontade de perpetuar um legado. Esse legado tem nome: Pedro Silva, ciclista profissional natural de Mortágua, cujo percurso trouxe muito mais do que vitórias, trouxe visibilidade, orgulho e raízes profundas a uma terra de interior que se afirma cada vez mais como referência no ciclismo nacional.

A origem da equipa: do sonho à realidade

Após terminar a carreira como ciclista profissional, Pedro Silva fundou, cerca de dois anos depois, o Mortágua Clube Duas Rodas, hoje conhecido como Velo Clube do Centro. O objetivo era claro: formar jovens atletas, fomentar o gosto pela bicicleta e criar um futuro para o ciclismo em Mortágua. Nasceu assim um projeto de formação transversal, que rapidamente se espalhou por várias vertentes do ciclismo, não se limitando apenas à estrada. Dois lemas guiaram desde o início esse caminho: trabalho, dedicação e companheirismo, valores que se voltaram a revelar fundamentais não só na formação de atletas, mas também de adultos responsáveis.

Desse clube saíram muitos jovens talentos que hoje correm em equipas profissionais em Portugal e no estrangeiro. A semente lançada por Pedro Silva tornou‑se planta que não pára de crescer, e a Tavfer‑Ovos Matinados‑Mortágua é o prolongamento natural desse percurso, marcado por continuidade e ambição.

A presença de Pedro Silva em Mortágua

Para a comunidade mortaguense, Pedro Silva não é apenas um nome de ciclista: é uma pessoa que amava a modalidade, dedicava‑se a ela com entusiasmo e lutava pelos seus objetivos sem nunca esquecer quem o rodeava.

Xavier Silva, atual manager da equipa e filho de Pedro Silva, refere que o pai era visto como.” Uma pessoa que amava a modalidade e se dedicava a 100%. Uma pessoa trabalhadora, que lutava em prol dos seus objetivos e que queria sempre o melhor para todos aqueles com quem trabalhava. Para Mortágua o nome Pedro Silva e o Velo Clube do Centro são incontornáveis, e a visibilidade que o projeto dá ao município de Mortágua é uma realidade.”

A equipa e o clube que fundou percorrem o país de norte a sul, surgem também em provas para além‑fronteiras, e leva sempre consigo o slogan de Mortágua, uma terra de ciclismo, reforçando a posição da localidade como referência no interior e na região Centro.

A paixão que corre nas veias de Mortágua

As vitórias de Pedro Silva, sobretudo na Volta a Portugal, marcaram a imaginação de muitos Mortaguenses. Desde cedo, a vila vibrou com os seus sucessos, e o “ADN do ciclismo” ficou inscrito na identidade local. A prova disso é a existência de uma escola de ciclismo, de um clube de lazer e de dezenas de pessoas que escolhem a bicicleta como estilo de vida, andando com regularidade pelas estradas e caminhos da região.

Ainda hoje, a equipa profissional continua a tocar corações: quando tudo corre bem, há festa, quando as coisas não saem como planeado, há sempre palavras de incentivo, apoio e presença, admite Xavier Silva.

O regresso a Mortágua é, para muitos atletas, um momento de reencontro com aqueles que acreditam neles, reforçando a ligação entre a equipa e a comunidade.

A rotunda que nunca se esquece

Em Mortágua, a homenagem a Pedro Silva ganhou forma concreta na rotunda dedicada ao ciclista. O monumento ali erguido não é apenas um espaço de passagem, mas um ponto de referência simbólica, um local visitado pela comunidade velocipédica durante grandes provas como o Grande Prémio de Ciclismo de Mortágua, Pedro Silva e o Grande Prémio Anicolor, onde as equipas fazem questão de passar junto à rotunda em homenagem ao mentor do projeto.

“É uma forma de manter viva a memória de alguém que fez muito mais do que vencer corridas: construiu uma escola, um clube, uma equipa e uma mentalidade desportiva que hoje continua a dar frutos. “ refere Xavier Silva. A rotunda, o Grande Prémio de Mortágua - Pedro Silva, o GP Anicolor, a própria Tavfer‑Ovos Matinados‑Mortágua, tudo isso faz parte de uma história que começou com um sonho de um ciclista mortaguense e que continua a ser escrita, pedalada a pedalada, por jovens que cresceram ouvindo o nome de Pedro Silva.

A memória de Pedro Silva está viva, não apenas nas palavras de quem o conheceu, na sua família, mas também nas estradas por onde a equipa passa, nos jovens que vestem o uniforme da Tavfer‑Ovos Matinados‑Mortágua e nas corridas que continuam a levar o nome de Mortágua ao mais alto nível.

Em 2026, o Grande Prémio Anicolor regressa a Mortágua na 3.ª etapa, com a partida simbólica a acontecer na Câmara Municipal de Mortágua e a partida real a ser dada na rotunda em homenagem à memória de Pedro Silva, um momento simbólico que une passado, presente e futuro do ciclismo nesta pequena terra que se tornou grande pelas duas rodas.

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